Tempo da narrativa


As escolhas que o autor faz ao relatar a sua história podem influenciar no tempo da narrativa, pois a meneira como ele decide relatar o fato, seguindo a ordem cronológica ou dando valor em primeira instância aos acontecimentos mais importantes, poderá definir o tempo de sua narrativa. É evidente que em muitas narrativas, os tempos se mistura, mas naturalmente um deles terá predominância. Quando falamos em tempos da narrativa, temos as seguintes possibilidades:
Cronológico ou Histórico
Esta forma de narrar vai apresentar os fatos na ordem em que eles aconteceram ou acontecem, aqui não haverá seleção do acontecimento, apenas constrói-se a narrativa levando em consideração o início, o meio e o fim de determinada situação, lembrando que na narrativa serão apresentadas circunstâncias que mexem com as estruturas das personagens e as tiram do eixo comum, então nesse tipo de tempo da narrativa, você leitor terá acesso às informações na ordem em que eles apareceram.
Por vezes pode acontecer uma variação nessa linha linear da história na medida em que o narrador pode relatar algo por meio de flashbacks, entremeando o passado e o presente, mas como foi predito, esta não é a forma predominante no tempo cronológico ou histórico. É relevante ressaltar que as narrativas de ação usam o tempo cronológico, enquanto as Histórias usam o tempo histórico e apresentam uma cronologia que corresponde à realidade histórica do passado.
Exemplo:
“Depois de um dia estranho como aquele só queria deitar e dormir, mas ainda era três horas da tarde, o máximo que poderia fazer era tirar um cochilo assim que chegasse em casa, mas minha alegria durou pouco, foi só entrar no carro que meu celular tocou anunciando uma nova mensagem de texto.”

Psicológico ou metafísico
Nessa escolha de narrativa, o tempo será apresentado conforme a ordem de relevância, a personagem vai nos apresentar as situações de acordo com a sua memória afetiva, emotiva, este tempo transcorre no interior de cada personagem e é determinado por suas vontades ou imaginação.
Esse tempo da narrativa acontece de acordo com vivências subjetivas das personagens, ou seja, o olhar individual, pessoal, particular do narrador e/ou personagem ressaltando as suas desilusões, as suas ansiedades, ou as suas fascinações e alegrias. O estado de espírito daquele que narra a história vai conduzir a narrativa, tornando-a mais longa ou curta. Nele também se utiliza do recurso intitulado de Flashback, remetendo à ações do passado enquanto relata-se fatos do presente. Com relação a isso, a diferença é que o flashback do tempo psicológico é mais frequente, é na verdade, um recurso comum e usual nesse tipo de descrição.
Exemplo:
“Ele já não consegue sentir mais nada ao seu redor, seus sentidos são sempre os primeiros a ir. Por mais que aquele processo levasse horas, ele não sentia nada disso. Ele sentia como se fossem apenas alguns minutos. Ele está completamente tonto agora, como se estivesse sonhando, seus pensamentos começam a ficar distantes de seu corpo, que se move rápido demais para sua mente.”

Referências
http://temposdanarrativa.tumblr.com/

Até breve!
Jessica Marquês.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *