Escrever mais e melhor!


A experiência da escrita é fascinante, mas em muitos momentos nos falta inspiração, ou não escrevemos o tanto que gostaríamos ou da maneira como almejávamos. Por isso, precisamos buscar algumas estratégias que aguçam o nosso olhar artístico e nos permitem escrever mais e melhor.

É inegável que a leitura é uma chave para a escrita, pois por meio dela, temos o conhecimento de diversos recursos que nos podem auxiliar na produção de um texto; variadas formas de descrição, os olhares das personagens, as histórias que entrelaçam os enredos, as construções narrativas, os desfechos esperados ou inesperados. A cada página, um novo encanto ou desencanto, mas sempre uma oportunidade de aprender mais…

As colocações linguísticas, os recursos estilísticos, as brincadeiras com a palavra, ou a rigidez delas, cada momento em que passamos nossos olhos pelas linhas que formam um livro, um texto, a letra de uma canção, um poema, são oportunidades de aprendizado, possibilidades de conhecer novas formas de encarar o mundo, novas maneiras de vislumbrar, contemplar, ou até mesmo criticar aquilo que nos cerca.

Por isso, é importante, constantemente, quebrarmos nossos preconceitos e estarmos abertos à pluralidade da escrita, às possibilidades de conhecer a palavra se tornando arte. Quem pretende escrever é necessário sair do lugar comum, é primordial desafiar-se enquanto leitor, e conhecer a vasta disponibilidade de apropriação da linguagem, desfrutar dos diversos gêneros e recursos textuais de leitura. Com certeza, se assim o fizer, desenvolverá uma arcabouço amplo acerca daquilo que cerca o universo da leitura, e consequentemente, da escrita.

Já que precisamos sair do nosso lugar comum, enquanto escritores também precisamos nos ambientar para descrever melhor. Por isso, um auxílio para a nossa imaginação, para as nossas inspirações é sair – literalmente levantar de sua cadeira, poltrona, cama, sofá e andar, conhecer, visitar, contemplar… – Tentar sentir as vibrações dos lugares, observar os olhares das pessoas, seus humores, colocar-se à disposição para conhecer os mínimos detalhes de cada espaço que percorre, permitindo-se sentir os cheiros, as emoções, as cores, as sensações, as texturas daquilo que contemplas.

Já experimentou, por exemplo, caminhar por seu quintal descalço e sentir a grama, ou terra, ou areia, ou concreto, ou cerâmica em seus pés e perceber o frio ou o calor? Analisar a dinâmica das coisas, a essência dos seres?

O escritor precisa, por meio de suas palavras, descrever; as coisas, as pessoas, as emoções, as situações… Quanto mais explorarmos o nosso mundo, os nossos universos, mais material teremos para nossas produções textuais. Poderemos expressar no papel aquilo que percebemos e sentimos. Para isso, precisamos estar presentes…

Por isso, largue o celular, o papel, o livro… E sinta aquilo que o cerca sem as interferências rotineiras… Permita-se estar sensível para perceber e conhecer e, consequentemente, escrever mais e melhor.

Abraços,

Jessica Marquês.

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