Estrutura da narração

Como um bom texto, a narração terá uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, entretanto, na narrativa eles possuem características específicas e nomenclaturas diferentes.  Como sabemos todo enredo é composto por um conflito vivido por um ou mais personagens, cujo foco principal é prender a atenção do leitor por meio de um clima de tensão que se organiza em torno dos fatos e os faz avançar. Para construir essa narrativa pode-se respeitar a seguinte estrutura:

  1. INTRODUÇÃO: é parte inicial da história, quando você pega alguns livros, está intitulado como prólogo, nele o autor vai ambientar a narrativa, começar a descrever as personagens a apresentar estas personagens e também nos situa no tempo da narrativa. Além disso, aqui é que se vão apresentar os fatos iniciais, os porquês de aquela história existir. É o primeiro momento que você vai prender o leitor. Ele precisa ficar com uma pulga na orelha, ele precisa ficar intrigado. É claro que algumas narrativas não nos deixa intrigado, pois desenvolvem o início da narração de forma mais lenta, mais carregada, mais truncada. E o que resta é a expectativa, afinal, o que vai acontecer?
  1. DESENVOLVIMENTO da narrativa, do enredo, aqui é a história propriamente dita, ela recebe o nome de trama. E na trama estão presentes dois elementos importantes: 1º Compilação: a parte em que se desenvolve o conflito. Porque para que a história aconteça é necessário que haja um conflito, ou seja, algo que tire as personagens da sua rotina comum, um acontecimento que quebre a estabilidade das personagens. Porque se for apenas apresentar a rotinas das personagens, não se tem uma narrativa, e sim um relato. Para a narrativa existir é necessário que algo aconteça com as personagens. 2º Clímax: é o ponto culminante de toda a trama, é o momento de maior tensão da narrativa, é a parte em que o conflito atinge seu ápice, tendo em vista que tudo o que foi construído e apresentado na narrativa; as personagens, o tempo, os fatos, a maneira como eles aconteceram, tudo contribui e foi preparado para este momento, é como se tudo levasse para uma encruzilhada, como se fosse um funil, tudo o que se apresentou levou a um determinado lugar, e agora a personagem deverá escolher qual caminho seguir, lembrando que não é possível escolher todos os caminhos… Haverá apenas uma opção. É aquele momento do livro, ou do texto que você fica sem ar, é quase como se a terra parasse de girar por um segundo.
  1. CONCLUSÃO: que também pode ser chamado de desfecho, ou seja, o caminho que as personagens decidiram. Aqui no desfecho, nós temos a solução do conflito instaurado na narrativa, é a conclusão da história, o final o epílogo. É nesse momento que você volta a respirar novamente, seja aliviado, ou não. É claro que este desfecho vai apresentar final trágico, ou cômico, ou triste, ou até mesmo surpreendente. Esse tipo de final depende muito tipo de obra e, muitas vezes, da vinculação literária daquele escritor ou da obra.

Se você vai escrever uma narrativa, você pode fazer de duas formas. Você pode criar um mapa mental  em que vai inserir todos os elementos da sua narrativa, antes de começar a escrever, vai planejar as personagens, as problemáticas, as compilações, o próprio clímax e obviamente o desfecho, então você sabe de toda a história antes de escrever. Ou você pode ir construindo a sua narrativa e se surpreendendo com as situações que você vai criando, com as problemáticas e soluções que vão surgindo. Mas quando se trata de uma narrativa longa, com a falta da inspiração, por exemplo, pode ser que você, ao invés de chegar numa encruzilhada, você chegue numa rua sem saída… Por isso, vale a pena planejar e se organizar.

 

Abraços,

Jessica Marquês.

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