Canais no YouTube estão fora do ar?

Nesta tarde de 02 de abril de 2018 os canais no YouTube não estão tendo o acesso permitido, seja no celular ou no desktop. Entretanto, quando se trata de acessar determinado vídeo isolado, é possível visualizá-lo normalmente. O YouTube, até o momento, não disponibilizou informações oficiais a respeito apresentando aos usuários a explicação do porquê desse erro.  Quando se acessa qualquer canal, aparece apenas a página de error interno 500. Será que os canais do YouTube foram vítimas de alguma ação? Por enquanto há apenas especulações… Aguardamos notificação oficial do Youtube.

 

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Termos da oração

 

Já sabemos que a análise sintática é a parte da gramática da Língua Portuguesa que se dedica aos estudos dos termos que compõem uma oração. Para desenvolver o seu estudo, separa-se os termos da oração, em três grupos; termos essenciais, integrantes e acessórios. Mas afinal, o que é uma oração?

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Cantiga de escárnio – Trovadorismo

A poesia satírica é um tipo de texto crítico que vai apresentar de forma direta ou indireta alguma visão divergente de determinada situação. No que se refere à produção da poesia trovadoresca, das cantigas medievais, temos dois tipos de cantigas satíricas:

Cantigas de escárnio e cantigas de maldizer.

Nesse artigo apresentaremos as principais características da cantiga de escárnio que com uma crítica indireta vai falar mal de alguém, como ela não faz isso de forma objetivo e sim sugestiva, essa cantiga acaba por estimular a imaginação do leitor, apresentando-lhe uma nova expressão irônica, ele pode buscar outras pessoas a quem direcionar aquele dizer.

O grande elemento dessas cantigas é a ambiguidade, haverá desse modo, uma construção com duplo sentido com jogos semânticos e trocadilhos,  marcado pela ironia e pela sutileza da produção.  De forma indireta desenvolve uma crítica que ridiculariza o comportamento de nobre, ou por vezes, denunciam o comportamento de algumas mulheres que naquele contexto não seguia o código de amor cortês, mas não citam-se os nomes, apenas sugere.

CANTIGA DE ESCÁRNIO Pero Larouco

De vós, senhor, quer’eu dizer verdade

e nom ja sobr’[o] amor que vos ei:

senhor, bem [moor] é vossa torpicidade

de quantas outras eno mundo sei;

assi de fea come de maldade

nom vos vence oje senom filha dum rei

[Eu] nom vos amo nem me perderei,

u vos nom vir, por vós de soidade[…]

              Tradução:

Sobre vós, senhora, eu quero dizer verdade

e não já sobre o amor que tenho por vós:

senhora, bem maior é vossa estupidez

do que a de quantas outras conheço no mundo

tanto na feiúra quanto na maldade

não vos vence hoje senão a filha de um rei

Eu não vos amo nem me perderei

de saudade por vós, quando não vos vir.

Nota geral*

Perfeito contra-texto de uma cantiga de amor (mantendo muitas das suas expressões tópicas), retrato de uma senhora que, de superlativo, só tem a maldade e a falta de beleza. A cantiga é, ao mesmo tempo, um ataque indireto contra a filha d´um rei aludida no v. 6, e que Lapa1 supôs poder ser uma das filhas de Afonso X (suposição que a expressão filha d´emperador, usada no v. 15, parece reforçar); no entanto, dada a provável cronologia tardia de Pero Larouco e o facto de o seu percurso parecer sobretudo português, a dar-se o caso de ser uma das filhas do Rei Sábio, teria de ser D. Beatriz, mãe de D. Dinis (o que não seria impossível, conhecidas que são as más relações que o monarca manteve com sua mãe, sobretudo nos momentos iniciais do seu reinado).

*Nota geral retirada do site: http://www.cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=633&tr=4&pv=sim

Referências

1 Lapa, Manuel Rodrigues (1970), Cantigas d´Escarnho e de Maldizer dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses, 2ª Edição, Vigo, Editorial Galaxi

http://www.cantigas.fcsh.unl.pt

Até a próxima,

Jessica Marquês.

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A tríplice da gramática

Primeiro precisamos saber que existem diversos tipos de gramática (comparada/comparativa, descritiva, gerativa/generativa, histórica, prescritiva, transformacional, universal e normativa) Cada tipo de gramática lança um olhar específico para considerar determinada língua. Em nossos estudos iniciais nos preocuparemos com a gramática normativa, pois é a partir dela que muitos concursos, vestibulares, Enem, currículos escolares, dentre outros estruturam suas avaliações. As demais veremos em outros artigos mais a frente.

No que se refere à língua ela é concebida por meio de um sistema tríplice em que há um sistema de formas (mófico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Desse modo, a gramática possui três divisões essenciais e outras duas complementares.  Observe essas divisões e suas características.

  1. Fonética/fonologia: a Fonética se dedica ao estudo dos sons falados, ou seja, a língua em sua realização, enquanto a Fonologia estuda os fonemas da língua. Entende-se por fonema a menor unidade significativa de uma língua, que compõem um sistema lingüístico.
  2. Morfologia: entende-se por morfema a unidade mínima significativa, ou seja, as “partes” de uma palavra que possuem um significado ou exercem uma função.
  3. Sintaxe: a Análise sintática é a parte da gramática da Língua Portuguesa que se dedica aos estudos dos termos que compõem uma frase, entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e compreensível.

Abraços,

Jessica Marquês.

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O espaço da narrativa

A polissemia dos termos narração e narrativa é uma constante sendo variados e utilizados em contextos diversos. Entretanto, é possível se considerar de acordo com Reis & Lopes 1988; a narração como o ato de narrar e a narrativa como aquilo que foi narrado.

De acordo com o foco narrativo, no estudo da tipologia textual; a narração pode ser constituída essencialmente por meio de duas pessoas discursivas. Diante disso, sabemos que “A narração será feita sempre em primeira pessoa (aqui) ou em terceira pessoa (algures). Dessa maneira, teremos sempre um espaço que diz respeito a essa instância de criação do texto literário, considerado o ponto zero a partir do qual se cria a espacialidade da narrativa. Muitas vezes, teremos uma projeção do espaço da narração dentro da narrativa, outras vezes esse espaço só será pressuposto, pois quem narra narra sempre de algum lugar.”

Os lugares por onde a narrativa perpassa vão constituir o espaço dessa construção linguística, entretanto, esse espaço vai muito além do que o lugar onde a narrativa é ambientada, pois se considera também os lugares subjetivos presentes no âmago de cada ser, a depender do tipo de narrativa, ou seja, se ele é mais introspectiva, esses lugares aparecerão com maior forma e frequência. Também devemos entender que existem espaços sociais que vão sendo construídos e ganham forma ao longo da narrativa.

Naturalmente sabemos que o espaço na narrativa é o lugar físico onde as personagens circulam, onde as ações se realizam. Diante disso, podemos conceber o espaço como interno e externo. Mas, além disso, existem outras configurações para o que vem a ser o espaço da narrativa. Observe:

  1. O espaço ou ambiente físico: é aquele mais óbvio e mais fácil de identificar em um texto, pois é o espaço onde as cenas se desenrolam, tendo em vista a paisagem, o lugar literalmente físico ou a colocação dessas personagens em determinado local, é aqui que se configuram as ideias de espaço interno e externo, ou seja, em lugar fechado (um quarto, uma sala, uma casa, um escritório) como na obra “A metamorfose” do Franz Kafka, por exemplo. E o lugar externo sendo ambientado na praia, no campo, na floresta, no espaço, com “O mochileiro das galáxias” do Douglas Adams, por exemplo.
  1. O espaço ou ambiente social: irá apresentar as coincidências sociais, construindo um contexto que insere diversas personagens secundárias/ figurantes para nos apresentar os elementos de determinado contexto social. Esse tipo de construção é muito importante para a obra, pois irá construir não apenas os lugares físicos e visíveis, mas aqueles que estão embrenhados nos meandros dessa sociedade, por vezes, essa colocação vem apenas como um acessório que nos auxilia na construção da personalidade das personagens principais, ou se uma forma muito mais profunda, como uma denúncia social, por exemplo. Eis um exemplo desse tipo de construção: “Capitães de areia” de Jorge Amado ou “O cortiço” de José de Alencar.
  1. O espaço ou ambiente psicológico: nesse tipo de construção é possível conhecer a esfera interna dos seres fictícios. Muitas personagens, dependendo do tipo de construção narrativa, são seres complexos e marcadamente recheados de caracterizações psicológicas. Dessa forma é possível considerar também as experiências, os pensamentos e as emoções de cada personagem na narrativa como espaços ou ambientes psicológicos. As obras mais instrospectivas que vão nos apresentar esse tipo de construção, muitas vezes, podem nem apresentar o ambiente externo, algumas vezes podem configurar apenas as construções e situações ambientadas apenas na psqué desses seres, outras tantas, por sua vez, podem expor tanto o ambiente social quanto físico e ainda sim compor o ambiente psicológico, por exemplo a antologia “Além do ponto e outros contos” Caio Fernando Abreu.

É relevante destacar que os espaços preditos; físicos, sociais e psicológicos são estabelecidos  por meio de relações que vão se compor a  nível do discurso narrativo. Assim, a ambientação da narrativa pode não ser um mero recurso para situar as personagens no espaço, ela pode, ir mais além e contribuir para a construção, desenrolar ou até mesmo o desfecho da trama. Sendo fator fundamental para atenuar a atmosfera dramática, é claro que tudo dependerá da complexidade e da qualidade narrativa.

“A construção do ‘lugar’ ou do conjunto de lugares que um romance contém levaria à consideração de que o ‘espaço’ é, ao mesmo tempo, ‘meio’ do sentido e também seu ‘objeto’ (…)” (Suzuki open cite MONTEIRO, 2002:14).

Para se construir a ambientação na narrativa, colocamos em evidencia outro tipo textual, que se bem trabalhado pode auxiliar nessa explanação dos conflitos da narrativa, a descrição. É pertinente realizar uma descrição que atinja os cinco sentidos do leitor e, de certa forma, o transforme. Observe estes trechos em que há a construção do espaço na obra de Machado de Assis, Dom Casmurro:

“Ia entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Matacavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.”

“Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de Verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. “ (ASSIS, 2016; p.11)

“Pelas nove da manhã deste dia de Setembro cheguei enfim à estação de Évora. Nos meus membros espessos, no crânio embrutecido, trago ainda o peso de uma noite de viagem […] Eis que me levanta de novo a imagem de meu pai, caído de bruços sobre a mesa, ao jantar, dias antes de eu partir. Todos os anos, pela vindima, meus pais queriam ali os três filhos pelo Natal. O Tomás vivia perto, tinha também a sua lavoura, mas não deixava nunca de comparecer ao jantar. Mas o Evaristo vivia na Covilhã. E agora, que escrevo esta história à distância de alguns anos, exactamente neste mesmo casarão em que tudo se passou, relembro vivamente o estrépito da sua chegada nessa manhã de Setembro. “(ASSIS, 2016; p.16)

Referências

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/o-espaco-da-narrativa/34413 acessado em 28 de abril de 2017 às 08h42.

SUZUKI, Júlio César. O espaço na narrativa: uma leitura do conto “Preciosidade”. Revista do departamento de geografia, 2006, pág. 54 a 57. São Paulo.

FILHO, OZIRIS BORGES. O espaço da narração e o espaço da narrativa. UFTM. ESTUDOS LINGÜÍSTICOS, São Paulo, 37 (3): 341-347, set.-dez. 2008.

Abraços,

Jessica Marquês.

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ORANGE IS THE NEW BLACK

Imaginar-se privada de sua liberdade, a mercê das vontades de outros, à espera de 15 meses debaixo de outras regras, regras estas muito mais divididas e demarcadas por questões que há tempos lutamos para serem diferentes. Os grupos formados por características históricas, sociais e étnicas semelhantes são invariavelmente colocados em evidencia a cada escolha e a cada passo que se decide dentro desse ambiente. As divisões raciais são muito mais claras e evidentes. Não sabia que era assim!

Um pouco dessa divisão é possível de se ver em uma das séries aclamadas da Netflix Orange is the new black em que se conta a história de Piper Kerman, uma balzaquiana condenada a 15 meses de reclusão pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, pois carregou uma mala recheada de dinheiro relacionado ao crime de um país a outro Com a possibilidade de acompanhar não apenas a história da protagonista, mas de nos deixar levar pelas pessoas reais por detrás de cada uma daquelas personas, a série é muito feliz ao nos apresentar os contextos de cada personagens por meio dos flashbacks; em que a cada novo episódio mergulhamos numa nova narrativa, podendo acompanhar as escolhas que acabaram levando aquelas mulheres àquele lugar, ou talvez o que condicionou determinadas posturas ou condutas dentro da prisão.

A Piper não é apenas mais uma daquelas mulheres, a sua condição social e, até mesmo a sua própria pena reflete um pouco do perfil de pessoas que são destinadas a uma cadeia. Poder conhecer essas histórias, acompanhar os dramas e as situações de cada personagem, dos diversos grupos étnicos presentes ali faz com que coloquemos a nossa liberdade e as nossas oportunidades de vida em outro patamar, passamos a valorizar mais tudo àquilo que nos concerne, e aflora em nós o desejo de lutar para que outras pessoas também tenham acesso àquilo que lhes é de direito, e não precisem buscar em ações criminosas uma alternativa para viver.

É claro que enquanto produção televisiva a série vai além desses meandros sociais e abarca também questões comuns em tramas desse gênero, e as aventuras pelas quais as personagens passam, as escolhas e os caminhos que são colocados diante da protagonista ou mesmo o fim que levou algumas personagens praticamente me obrigaram a ler o livro que serviu de base para esta produção. Afinal, eu simplesmente precisava saber até que ponto aquilo era real, tamanha a proporção dos acontecimentos da série. Quem sabe em outro artigo eu me dedique a falar especificamente da série, mas, apesar de não parecer, esta é uma resenha sobre o livro intitulado: “Orange is the new black – o ano que passei numa prisão de mulheres” escrito e vivido por Piper Kerman e que também atua como consultora executiva da série predita.

“O laranja era a cor da moda” (KERMAN, 2016, p.75)  Após receber uma carta de sua melhor amiga – Kristen, a qual evidenciava  por meio de uma página de jornal que as nova-iorquinas estavam sendo solidárias com a Piper, pois estavam portando a cor laranja tanto nas vestimentas quanto nos acessórios “laranjinas à solta” era o título  da reportagem que ao mesmo tempo permitia o trocadilho com o uniforme prisional e  antagonizava com a questão da falta de liberdade.

Naturalmente, por ter apenas baseado a produção da Netflix, o livro é bem diferente, é claro que esta diferença eu já esperava tendo em vista os formatos distintos, mas não imaginava tamanha diferença entre eles, só para se ter uma ideia, a espera de Piper para ir à prisão foi de seis anos, ela e seu noivo e depois marido, Larry Smith mantiveram o relacionamento durante todo o tempo em que ela esteve no instituto penal e continuaram juntos depois que ela saiu, praticamente nenhuma das, digamos, peripécias pelas quais a personagem da série passa aconteceram de fato com a pessoa da vida real, o que senti ao ler o livro foi a oportunidade de conhecer uma Piper Kerman, completa e indiscutivelmente diferente da personagem que acompanhamos na série.

Além disso, muitas das personagens  que conhecemos na série e que amamos são na verdade a ramificação de uma determinada personagem em muitas, os nomes que são apresentados no livro são diferente dos da série e na obra literária apenas duas pessoas permitiram que a escritora utilizasse o seu nome real. Aproveita-se a personalidade complexa de uma determinada personagem, por exemplo, e a divide em outras tantas pessoas quando se passa à produção televisiva.

 Em muitos momentos da leitura me encontrava à procura de determinada personagem, mas percebi que ela não estava lá e sim fazia parte da personalidade de uma pessoa específica. É um exercício interessante! Além disso, alguns laços emotivos ou fraternais são realizados com pessoas diferentes se compararmos o livro e a série. No livro reverbera-se o quanto a vida real na verdade é muito mais tediosa e normal do que se apresenta nas filmografias (que bom que existe a ficção para encher o nosso dia com mais emoções).

É válido ressaltar que a rede familiar e de verdadeiros amigos da Piper não é nem um pouco demarcada na série, os seus amigos fizeram inclusive um blog www.piperbomb.com em que inseriam a lista de desejos da Amazon com os livros que ela almejava ler, apresentam ali no formato de diário algumas informações sobre a trajetória da jovem na prisão, assim como dados importantes para quem quisesse visitá-la ou enviar algo a ela. Essa rede de amigos e familiares é o que diferencia a história da Piper com outras tantas mulheres que são “esquecidas” nas prisões femininas.

Essa questão da diferença entre a mulher que vai para a prisão e o homem, o abandono é um elemento quase comum para diversas reportagens sobre o assunto, quando um homem vai à cadeia, as filas para as visitas são sempre gigantescas, outras mulheres de alguma forma lhes fornecem apoio – mães, esposas, namoradas, irmãs, amantes, primas, tias, avós, noivas, amigas, etc. Basta passar em frente a alguma prisão antes do horário de visitas para constatar essa situação. Quando o gênero é inverso, não se percebe isso, nas filas das prisões de mulheres, não se encontram a mesma quantidade de homens à espera de sua outrora companheira. Há um expressivo abandono!

Desde o início estamos cientes de que não vamos conhecer uma história comum ou que reflita a realidade das mulheres que estão na cadeia, quando temos acesso tanto ao livro quanto a série, a Piper Kerman não está em nenhuma instância nas mesmas condições às quais estão subjugadas a maioria das mulheres encarceradas, isto porque estamos conhecendo a realidade norte-americana das prisões e de uma mulher de classe média alta e calcaziana, seja com esta série ou com a Prison Break, por exemplo. Mas e quando falamos de Brasil?? Com certeza a realidade é outra, muito mais triste do que acompanhamos nas séries e filmes ambientadas no contexto Estadunidense.

De acordo com um estudo divulgado no portal www.mulheresemprisao.org.br (vale a pena conferir!) promovido pelo Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC e pela pastoral carcerária, vivem em torno de 34 mil mulheres nas prisões brasileiras, acontece que metade dos casos é por transporte ou comércio de pequenas quantidades de drogas ilícitas.  O questionamento levantado pela organização de direitos humanos e difundida no site é:  será que estas mulheres deveriam estar presas? Será que não haveria outra medida para promover a justiça pelos seus atos?

Nesse portal é possível conhecer também as Regras de Bangkok que “vêm para reforçar a urgente necessidade de mudar o quadro de negligência, confinamento e abandono a que são submetidas as mulheres em conflito com a justiça.”* Ao final do livro resenhado hoje também encontramos esse clamor para a busca da verdadeira justiça diante dos casos que envolvem as prisões femininas. E você já parou para pensar um pouco sobre a realidade das mulheres que vivem nas prisões de seu país? Será que existe algo que você possa fazer? Informe-se pelos sites que deixei nas referências e você descobrirá!!!

Pequena lista de grandes livros que tratam do assunto de mulheres nas prisões no Brasil!**

1. Cadeia: relatos sobre mulheres, de Débora Diniz – A antropóloga e professora da UnB Débora Diniz conta, neste livro, histórias que ouviu na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, quando fez sua pesquisa no núcleo de saúde da instituição. Lá, ela ouviu as vidas das internas e as intervenções da equipe de saúde, composta por uma psicóloga, uma psiquiatra e um assistente social.

2.    Presos que menstruam, de Nana Queiroz – Neste livro, a jornalista Nana Queiroz traça um panorama das experiências vividas por estas mulheres que, no sistema prisional, são tratadas como homens.

3.    Prisioneiras: vida e violência atrás das grades, de Barbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz da Silva – As autoras mostram, neste livro, como é a vida das mulheres presas no estado do Rio de Janeiro. Narrando minuciosamente sua chegada na prisão, as intervenções feitas e a dinâmica da instituição, até mesmo o leitor que nunca esteve numa prisão consegue imaginar-se em uma.

4.    Auri, a anfitriã: memórias do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, de Aline Moura e Bárbara Almeida –  As jornalistas cearenses Aline Moura e Bárbara Almeida contam, aqui, as histórias de quatro internas da única penitenciária feminina do Estado do Ceará. O livro resultou de um trabalho de conclusão de curso da Universidade Federal do Ceará (UFC).

 

*Trecho retirado do site: http://mulheresemprisao.org.br/

** Livros indicados pelo site: http://notaterapia.com.br/ 

Referências

KERMAN, Piper. Orange is the new black – o ano que passei numa prisão de mulheres. Lisboa: Relógio d´água, 2016.

http://mulheresemprisao.org.br/ acessado em 15 de abril às16h.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/07/descubra-como-e-vida-das-mulheres-nas-penitenciarias-brasileiras.html acessado em 15 de abril às16h.

http://notaterapia.com.br/2016/02/11/4-livros-que-relatam-a-vida-das-mulheres-presas-no-brasil/ acessado em 15 de abril às16h.

http://www.thepipebomb.com/ acessado em 15 de abril às16h.

Até a próxima!

Jessica Marquês.

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Curiosidades sobre Super Mario

1º O Criador desse nosso querido personagem Shigeru Miyamoto, inserio-o como mero coadjuvante em outro jogo intitulado Donkey Kong, um arcade lançado em 1981;

2º O personagem nem  era chamado originalmente de Mario, o primeiro nome que ele recebeu  foi Jumpman, bem conveniente, já que este homem pula a todo momento. Mas quando ele recebeu este nome, Mario? Acredita-se que quando ele foi levado para os Estados Unidos, o nome da personagem foi dada em homenagem ao dono do depósito que era alugado pela Nintendo em Redmond;

3º É visivelmente perceptível que o personagem Mario, passou por um longo processo de criação, apareceu primeiramente em outro jogo, com outro nome, e até mesmo com outra profissão. Isso mesmo, o Mário nem sempre foi encanador, ele foi apresentado inicialmente como carpinteiro. É claro que ao longo do tempo ele desenvolveu outras habilidades profissionais;

4º Ele tem essa bigodão por conta da limitação gráfica das máquinas e consoles da época em que ele foi criado, o bigode e o boné foram uma estratégia de Miyamoto para simplificar a imagem de sua personagem.

5º você provavelmente já notou, mas é válido ressaltar, o Mário não é um homem de cabeça literalmente dura, pois quando ele pula para quebrar os tijolinhos e os bônus ele levanta a mão e fecha o punho. Não tinha notado? Não acredito!!

6º Apesar do grande sucesso desse personagem e mesmo arrastando multidões de fãs por décadas, o seu filme produzido em 1993 foi um fracasso, tanto de renda, público e inclusive da crítica;

7º No Super Mario RPG é possível ver discretamente uma participação do herói Link, do jogo Zelda, em um dormitório do querido Super Mario. Aproveitando que ambas franquias pertencem à Nintendo.

8º Ao final do terceiro mundo de Super Mario Bros. 3 é possível conhecer o chefão da família real. Quem será? Confira pela imagem.

9º O luigi, também chamado por alguns de Mario Verde, veio como o irmão mais velho para ocupar o player 2 do console da Nintendo, acontece que o seu nome não nasceu ao acaso, ele foi batizado por esse nome comum  na Itália que tem como significado parecido, semelhante.

10º Outros parentes foram adcionados à família, como o primo malvado, Wario cujo nome vai além da inversao do M, pois ele tem como base a  palavras japosena “warui”, que pode ser traduzido como “malvado” ou mesmo “imoral”.  Assim como o outro primo, Waluigi, cuja pronuncia japonesa é “Waruiji” — “warui Luigi”, ou Luigi mal.

Abraços,

Jessica Marques.

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Tempo da narrativa

As escolhas que o autor faz ao relatar a sua história podem influenciar no tempo da narrativa, pois a meneira como ele decide relatar o fato, seguindo a ordem cronológica ou dando valor em primeira instância aos acontecimentos mais importantes, poderá definir o tempo de sua narrativa. É evidente que em muitas narrativas, os tempos se mistura, mas naturalmente um deles terá predominância. Quando falamos em tempos da narrativa, temos as seguintes possibilidades:
Cronológico ou Histórico
Esta forma de narrar vai apresentar os fatos na ordem em que eles aconteceram ou acontecem, aqui não haverá seleção do acontecimento, apenas constrói-se a narrativa levando em consideração o início, o meio e o fim de determinada situação, lembrando que na narrativa serão apresentadas circunstâncias que mexem com as estruturas das personagens e as tiram do eixo comum, então nesse tipo de tempo da narrativa, você leitor terá acesso às informações na ordem em que eles apareceram.
Por vezes pode acontecer uma variação nessa linha linear da história na medida em que o narrador pode relatar algo por meio de flashbacks, entremeando o passado e o presente, mas como foi predito, esta não é a forma predominante no tempo cronológico ou histórico. É relevante ressaltar que as narrativas de ação usam o tempo cronológico, enquanto as Histórias usam o tempo histórico e apresentam uma cronologia que corresponde à realidade histórica do passado.
Exemplo:
“Depois de um dia estranho como aquele só queria deitar e dormir, mas ainda era três horas da tarde, o máximo que poderia fazer era tirar um cochilo assim que chegasse em casa, mas minha alegria durou pouco, foi só entrar no carro que meu celular tocou anunciando uma nova mensagem de texto.”

Psicológico ou metafísico
Nessa escolha de narrativa, o tempo será apresentado conforme a ordem de relevância, a personagem vai nos apresentar as situações de acordo com a sua memória afetiva, emotiva, este tempo transcorre no interior de cada personagem e é determinado por suas vontades ou imaginação.
Esse tempo da narrativa acontece de acordo com vivências subjetivas das personagens, ou seja, o olhar individual, pessoal, particular do narrador e/ou personagem ressaltando as suas desilusões, as suas ansiedades, ou as suas fascinações e alegrias. O estado de espírito daquele que narra a história vai conduzir a narrativa, tornando-a mais longa ou curta. Nele também se utiliza do recurso intitulado de Flashback, remetendo à ações do passado enquanto relata-se fatos do presente. Com relação a isso, a diferença é que o flashback do tempo psicológico é mais frequente, é na verdade, um recurso comum e usual nesse tipo de descrição.
Exemplo:
“Ele já não consegue sentir mais nada ao seu redor, seus sentidos são sempre os primeiros a ir. Por mais que aquele processo levasse horas, ele não sentia nada disso. Ele sentia como se fossem apenas alguns minutos. Ele está completamente tonto agora, como se estivesse sonhando, seus pensamentos começam a ficar distantes de seu corpo, que se move rápido demais para sua mente.”

Referências
http://temposdanarrativa.tumblr.com/

Até breve!
Jessica Marquês.

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Onde está Wally? – Uma leitura não-verbal

A leitura pode ser feita de diversas formas, umas delas pode se dá por meio da leitura de uma caracterização não verbal, por exemplo, a série de livros de grande sucesso dos anos 90, produzida pelo britânico Martin Handford; Where´s wally?´criada há 30 anos, em 1987 foi uma fenômeno da cultura pop dos anos 90.

Nessa série, o leitor se coloca na posição de detetive o qual deverá encontrar a personagem principal, chamado originalmente de Wally, este jovem veste de óculos redondos, com uma blusa e gorro listrado vermelho e branco, sempre com uma bengala (apesar de jovem), porta também uma máquina fotográfica e uma mochila muito bem equipada. A cada conjunto de páginas apresentam-se diferentes cenários com muitas, muitas, muitas pessoas naquele ambiente e em situações as mais adversas e bizarras possíveis. O desafio é simples, encontre esse jovem com as características preditas e avance para a nova aventura.

A leitura é configurada com o recurso que hoje chamamos de “gameficação”, a busca parece um jogo no qual você embarca na aventura junto com o Wally, vislumbrando nessa busca, vários cenários e lugares. Em cada página há também um cartão postal e algumas palavras do personagem principal. Se você nunca participou dessa aventura, eu o aconselho a ler este postal depois de encontrar o jovem, pois nele há algumas dicas que podem parecer mais como spoilers, ajudando-o a encontrar, faço isso, pois acredito que o interessante seja, observar cada cantinho de cada ilustração.

Ao longo de suas edições que venderam mais de 43 milhões de exemplares, em mais de 33 países e 22 línguas, houve algumas traduções para a personagem principal em outros países, observe essa lista com os outros nomes de Wally:

  1. Уоли (Uoli) (búlgaro)
  2. 월리 (Wolli) (coreano)
  3. Waldo (inglês americano e inglês canadense)
  4. Walter (alemão)
  5. Charlie (francês)
  6. Wally (italiano)
  7. ウォーリ (Wōrī) (japonês)
  8. 威利 (Wēi lì) (chinês)
  9. Holger (dinamarquês)
  10. Willy (norueguês)
  11. Valle (sueco)
  12. Valli (islandês)
  13. Valik (checo)
  14. Vili (húngaro)
  15. Jura (croata)
  16. Volli (estoniano)
  17. Hetti (híndi)
  18. אפי (Efi) (hebraico)
  19. Javier (Colombia)

Além dessa personagem principal, conforme a narrativa ganhou fama, outras personagens foram acrescentadas às aventuras, de modo que o leitor/ detetive, possa realizar diversas buscas num mesmo cenário. Estas personagens, se confundem com o personagem principal, pois portam algumas vestimentas semelhantes às dele. Assim temos as seguintes personagens:*

Wilma: Amiga de Wally apareceu pela primeira vez na The Ultimate Fun Book, e foi substituída por sua irmã gêmea idêntica Wenda no caso de Wally: The Magnificent Poster Book.

Wenda: Amiga de Wally que substituiu sua irmã gêmea, Wilma de In Hollywood (embora ela já apareceu em The Magnificent Poster Book).

Odlaw: Antagonista da série, que fez sua estreia de impressão no cartaz Magnificent Livro. Ele parece quase o mesmo que Wally, exceto que sua roupa é amarela e preta com listras em vez de vermelho e branco, os óculos têm um tom azul para eles; e ele tem um bigode. Embora nós saibamos que “suas más ações são muitas,” ele não é retratado nos livros de fazer qualquer coisa particularmente desagradável. Entretanto, na série de TV, ele é frequentemente visto com a tentativa de roubar algo de Wally. Note que o nome ‘Odlaw “é simplesmente “Waldo” soletrado ao contrário, que é o nome americano para Wally.

Woof:  Cão sem raça definida  de Wally, apareceu pela primeira vez na diversão final do livro, onde ele foi identificado como cão da Wenda. Somente a cauda pode ser encontrada por várias vezes:. O Livro Wonder e os seis livros de atividades lançados entre 1993 e 1995, Woof se mostra para o leitor.

Mago Barba-Branca: Apareceu pela primeira vez em A Viagem Fantástica. Sua assinatura é a barba excepcionalmente longa, que muitas vezes é a chave para encontrá-lo. Em sua primeira aparição, ele foi responsável pelo envio de Wally em uma busca para descobrir a verdade sobre si mesmo, e ele tem marcado presença desde então. Sua aparição em The Ultimate Fun Book, no entanto, é em apenas uma cena (“Old Friendeco”) e sua presença é omitido no livro e atua como um dos personagens de fundo.

Os “Sentinelas”: São seguidores de Wally dedicados ao seu fã-clube. Existem muitos deles (25 aparecem na maioria dos livros, embora haja 99 deles no The Ultimate Fun Book), e eles aparecem sempre onde Wally vai. Nos livros anteriores, um personagem aparece em cada cena e tem-se de olhar para saber quem é, porque não há informações sobre os personagens. Os personagens apareceram como personagens de fundo e todos tinham algo exclusivo para eles, como o cabelo loiro ou uma barba de gengibre, etc.

Essa série possui sete livros principais:

  • Onde está o Wally?
  • Onde está o Wally? 2 Um Passeio na História
  • Onde está o Wally? 3 Uma Viagem Fantástica
  • Onde está o Wally? 4 O Livro dos Jogos
  • Onde está o Wally? O Livro Maluco
  • Onde está o Wally? A Grande Caça aos Quadros
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Mas extrapolou o universo da produção literária e já foi adaptado para uma série animada, distribuída pela Dic Entertainment and Waldo Films, a série foi ao ar na televisão americana originalmente na CBS kids.  foi executada em uma temporada com 13 episódios de meia hora cada, além de outros 4 filmes de animação.

Além disso, essa franquia se tornou game, ele tem como inspiração o terceiro livro da série, “Onde está Wally? A viagem fantástica”. O jogo é voltado para toda a família e tem como objetivo encontrar a personagem principal o mais rápido possível tendo como ambientação mapas interativos. Atualmente ele está disponível para Wii, Nintendo Ds ou computadores.

O autor dessa incrível produção afirma que almejava“inspirar as crianças – para abrir suas mentes para explorar assuntos mais – para estar ciente do que está acontecendo em torno deles. Eu gostaria que eles vejam maravilha em lugares que podem não ter ocorrido a eles.” Ele leva até oito semanas para construir cada imagem  do livro, e também ressalta que insere o personagem Wally somente no final: “À medida que trabalho o meu caminho através de uma imagem, eu adiciono Waldo quando eu chegar ao que eu sinto é um bom lugar para escondê-lo”, relata Martin Handford.

Ele também já revelou qual é a sua imagem predileta de todas essas produções, ela está inserida no quarto livro da série “Wally em Hollywood”  na página em que há um musical, nessa página há também um diretor com as iniciais MH, acredita-se que esta imagem poderia ser o autor inserindo-se em sua própria produção.

Antes de produzir o famoso Wally, Martin Handford  trabalhou como ilustrador freelancer especializado em cenas de multidões, quando recebeu um convite para mostrar o seu singular talento, a personagem principal nasceu como um elo para ligar cada cena. “É isso que Waldo é – uma reflexão tardia”, diz ele. “Como se vê, os fãs estavam mais interessados no personagem do que nas cenas de multidão.” Afirma.

 

A gente se encontra por aí!

Jessica Marquês.

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Super Mario Run!!!

Finalmente saiu o novo jogo do Mário desenvolvido pela Nintendo para smartphones nas plataformas android ou IOS. Ele foi lançado primeiro para IOS os quais já puderam jogar desde o dia 15 de dezembro de 2016. Nós relis mortais do android só tivemos o prazer de conhecer esse jogo no dia 23 de março desse ano.

No site oficial do Super Mario run podemos vislumbrar alguns vídeos sobre o game e inclusive um lindo vídeo intitulado “Do You Know Mario?” Fico a pensar quem será que não conhece o mário? Esse texto agora se tornou quase que uma utilidade pública, afinal, todos precisam conhecer o Mário!!!! (eu sei que essa não é a realidade de TODO o mundo, ok? Confesso que me exaltei um pouco)

Enfim, voltando à realidade, para aqueles que conhecem esse jogo que já possui três décadas, esse vídeo é um vislumbre para rememorarmos as edições anteriores do jogo, de uma forma rápida e divertida.

Passemos então aos apontamentos acerca do novo game, a proposta da Nintendo é que você possa jogá-lo com uma mão, por isso, o Mário corre sem parar, na verdade quando digo sem parar é uma expressão, pois existem alguns bloquinhos de pausa em que ele pode parar enquanto você planeja qual estratégia adotar, qual caminho a seguir.

Ele continua tão lindo como nas versões para DS ou do console da Nintendo, e ainda traz alguns recursos de outros games atuais, como a possibilidade de realizar uma batalha com outro player. Nessa modalidade do jogo, você faz uma batalha em que você e outro gamer vão correr “sem parar”, mas o objetivo do jogo não é chegar primeiro ao final da linha, e sim quem consegue pegar mais moedas e ainda consegue ganhar mais liks dos diversos, fofos e lindos toads de várias cores (vermelho, verde, azul, roxo e amarelo).

Essa modalidade do jogo é muito divertida, ao final de cada batalha, você pode ganhar ou perder mais toads para o seu mundo. A quantidade de Toads é fundamental para liberar outras fases ou comprar o ovo que vai gerar o querido Ioshi. Não só a quantidade, mas também as cores podem influenciar para a liberação de determinados elementos. Como produtos na loja do jogo em que você pode adquirir para deixar o reino do Mário no seu estilo, podendo incluir construções ou acessórios decorativos, o meu mundo já está assim, observe aquele pequeno castelo ao fundo, ele era um casebre, mas conforme você vai ganhando corridas, e conquistando mais Toads, vai evoluindo de nível e deixando esse castelo mais suntuoso.

O que não achei interessante nessa batalha é que ela não é feita em tempo real com os gamers, como o jogo Clash Royale, por exemplo, em que você para batalhar precisa esperar outro game de qualquer parte do mundo estar online ao mesmo tempo que você ou quando vai jogar com algum parceiro. Pelo que observamos até o momento, acreditamos que quando alguém seleciona batalhar conosco, é apresentado o nosso melhor desempenho no referido mundo daquela corrida. Como fica os Toads que eventualmente perdemos nessas batalhas em que apenas somos desafiados, eu ainda não sei. Acredito que só perdemos os Toads quando desafiamos a corrida e ainda perdemos. Eu prefiro o estilo que acontece no Clash Royale.

Não posso negar que estou amando o Super Mario Run, apesar de não gostar dele correr sem parar, pois infelizmente sou de uma geração em que vídeo game era pare meninos e só pude desfrutar dessa maravilha depois de uma certa idade, com mais liberdade para as próprias escolhas. Então, infelizmente não tenho muito bem desenvolvidas as habilidade de pegar todas as moedas ou recursos especiais, na primeira passada. Consegui zerar o meu New Super Mário do DS, voltando em alguns momentos para buscar aquilo que almejava. Entendo que o jogo é Super Mário Run, mas poderia ter alguma opção para eu escolher não correr sem parar nos mundos que devo conquistar. Acredito que este será o meu maior desafio no que se refere ao jogo, adaptar-me a este modo de jogabilidade.

Outro elemento que não gostei é quanto ao valor do jogo, pois ele é gratuito apenas para as três primeiras fases e o primeiro castelo do chefão. Para você jogar os demais mundos é necessário desembolsar a bagatela de R$35,00!!!!! Já imaginou se todo jogo tivéssemos que obrigatoriamente desenbolsar um valor? Inicialmente, pensei que fosse necessário pagar somente aqueles que desejassem chegar mais rápido a estes mundos e que com determinadas conquistas apresentadas pelo jogo, seria possível evoluir ao ponto de liberar aos poucos, conquista a conquista  os mundos subsequentes, mas não, meus amigos, é isso aí, se quiser jogar vai ter que pagar. Eles fazem isso porque sabem que vamos comprar, afinal, agora posso ter o meu jogo predileto sempre à mão, no meu smatphone.

Eu sei que a questão de espaço é um mega desafio para jogos, principalmente para jogos como este com tantos recursos interativos, mas ele ocupa um espaço considerável no celular, e depende, até mesmo quando não está em batalha com alguém, de conexão à internet. Esse fator limita um pouco à prática do jogo, pois acredito que seria interessante ele pelo menos jogar no modo treino enquanto estivermos offline.

Não conhece ainda o Super Mario Run? Apague algumas coisinhas do seu smathphone e o corra para baixá-lo!

Abraços,

Jessica Marques.

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